Chegou a altura a que todos estavamos à espera…a entrada no Ensino Superior. Entretanto, deixo-vos um Guest Post da Márcia muito interessante. Leitura Obrigatória!!! ;)  (não está devidamente actualizado, por minha culpa, visto que não tenho tido tempo de vir ao blog…as minhas desculpas)

Ainda agora entrei para a escola e já vou para a Universidade… Sinto-me estranha, como se o tempo tivesse passado de rompante, sem escrúpulos em me deixar saudades…
Sento-me à frente do computador, são 13h34 do dia 9 de Setembro de 2008, terça – feira…provavelmente a última terça-feira que passarei aqui na terrinha… Em tempos desejei afincadamente que este dia chegasse… aquela ânsia de bater asas e voar para longínquas paragens, sem supervisão ou sermões por chegar tarde.
Mas não é isso que sinto hoje. Hoje, sinto vontade de voar, tendo sempre em conta que, quando precisar, vou ter a minha casa na minha terrinha à minha espera, o meu porto de abrigo, a minha cama, a minha família e os meus animais. Há quem diga que ainda me vou sentir pior quando me vir sozinha numa cidade desconhecida sem ninguém para me ajudar… É disso que se trata a sobrevivência, não é?
Na próxima sexta-feira, última sexta-feira antes de sair da terrinha, é a Cerimónia Formal de Entrega de Diplomas do 12º Ano na Casa da Cultura. Vai ser estranho mas, ao mesmo tempo, agradável. Já estamos com um pé na Universidade e vamos receber os parabéns por ter concluído com sucesso o Secundário (snif..snif…acho que vou emocionar-me).
Bem, chega deste discurso parvónio de adeus meus amigos que me vou!
É que ir para a Universidade não é uma fatalidade (a menos que pensemos que ao sair podemos deparar-nos com o desemprego!).
Uma coisa é certa: ir para a Universidade pode ser uma boa forma de te encontrares e de te focares no real objectivo já traçado ou de te perderes de vez…e, lá está, toda a gente entra, mas sair…alguns nunca saem ? e ficam a fazer cadeiras até aos 30 e tal anos [lol]
Primeiro, foca-te no que realmente queres: estudar a sério e ter um futuro melhor que o dos teus pais ou encarregados de educação que se esforçam para te pagar os (quase) 1000€ de propinas e ainda as intermináveis contas de livros, fotocópias, roupa, comida e dormida?
Ou preferes ir para a rambóia todas as noites, dar cabo do fígado, queimar os poucos neurónios que te restam, queimar a oportunidade única de tirar um curso superior em troca de uns anos de diversão sem limites (e sem custos)?
Uma coisa é certa: diversão e estudo são compatíveis. Tens de te conhecer bem. Conhecer os teus limites e as tuas necessidades. Se só precisavas de uma hora de estudo por dia para teres notas decentes, talvez precises de mais tempo agora. Ou talvez precises de abdicar de algumas presenças em algumas festas (e isso não é o fim do Mundo)… Vingas-te na Semana Académica, ou nas férias, se as tiveres grandes (e não deixares nenhuma cadeira para a época de recurso!)

 

Como podes ver, é possível aproveitar o espírito académico sem “descambar”…
Aqui ficam alguns conselhos de alguém que talvez não saiba tanto da Universidade quanto tu:

1. Praxes – É a favor ou anti?

Há gente que não sabe para que servem as praxes e, por isso, de vez em quando ouvimos notícias assustadoras, do género “puseram-no a comer erva tratada”. E também por isso há malta que se afirma anti-praxes.
As praxes devem servir para ambientar os caloiros e fazê-los sentir iguais aos seus semelhantes. Não é por acaso que vais ver mais gente com a cara pintada. Dizem que é uma boa altura para conhecer gente nova e travar amizades. Estão em pé de igualdade e não têm por onde julgar. Há também quem diga que o melhor tempo na Universidade são as praxes e que nos divertimos imenso!
E depois, ninguém te obriga a participar nas praxes. Só entras se quiseres. Mas uma vez contra, não voltas a entrar.
(Sou a favor e estou ansiosa… onde é que isto já sei viu)

2. Alojamento – Onde ficar?

Tudo depende das tuas possibilidades económicas.
• Podes candidatar-te a uma bolsa de alojamento que te dará acesso a um desconto na mensalidade da Residência;
• Podes dividir uma casa com alguém que conheças;
• Podes viver sozinho;
• Podes viver na barraca do cão (espero que não ressone muito alto!)
Ou podes fazer como eu que, indo para uma cidade desconhecida, vou tentar entrar na Residência e, para o ano que vem, talvez divida uma casa com gente que entretanto conheça!

3. Apontamentos – Onde arranjá-los?

Um assunto muito delicado! Há coisas que deves saber para não entrares em choque:

• Às vezes os apontamentos que o Professor pôs na reprografia para fotocopiares desaparecem misteriosamente e não são repostos;
• Outras vezes, tens colegas tão gentis que se dão ao trabalho de desenvolver e de te fornecer apontamentos completamente errados;
• Se calhar, a melhor opção é estar atento às aulas e aprender a escrever rápido!
• Desenrasca-te! Isto é o salve-se quem puder!

4. Estudar – sozinho num sítio calmo ou acompanhado num local barulhento?

Aqui está outro ponto bastante interessante!
• Há quem diga que é muito bom estudar em grupo. Eu tenho sérias dificuldades com isso, porque há uma séria tendência para conversar em vez de estudar. Por outro lado, há mais apontamentos para comparar e completar!
• Podes estudar sozinho…também não é mau! Ligas uma música calma bem baixinho, debruçaste sobre os livros e…adormeces ? Tem uma boa noite!
• Se fores parecido (a) comigo neste ponto, gostas de fazer verdadeiras maratonas noite adentro de estudo exaustivo! E se alguém entrar no quarto sem pedir e começar a falar de outra coisa…apanha com um ténis em cima! Uma boa nota implica destas coisas!

5. Bebedeiras, Cirroses e afins – como aguentar?

• Não sei como te aconselhar… é que eu não preciso de beber para andar maluca!
• Guronsan dá jeito… dizem!
• Beber um copinho nunca fez mal a ninguém.
• Beber para impressionar ou engatar alguém é que pode dar para o torto. Ou acordas deitado no chão, todo sujo e com uma grande dor de cabeça, como se um elefante te tivesse atropelado … ou então no Hospital, também com uma dor de cabeça e um sabor estranho na boca…talvez seja da lavagem ao estômago! Aguenta-te! É que tu é que bebeste que nem um alarve!

Espero que estes conselhos te ajudem nesta nova fase que aí vem, ou pelo menos te façam chorar (a rir de tanta estupidez). Dias sem inspiração dão nisto!

Cumps,
Milipa¨