Ontem fui cantar os Reis!
Cantar os Reis como quem diz…pois o que eu fiz foi andar umas 6 horas a tocar acordeão pelas ruas de Cernache do Bonjardim e da Sertã! Enfim, foram algumas horas de dores nas costas e boa disposição, tudo em prole do grande Rancho Folclórico e Recreativo Clube Bonjardim!
Bem, até aqui nada demais…a parte melhor foi quando eu Rui Martins entrei a tocar os Reis nos bares da noite (apinhado de malta da minha idade), em conjunto com o resto do grupo, isto na Sertã e Cernache do Bonjardim! Como podem imaginar…se já agora em certos sítios, nos comem vivos com o olhar quando entramos num café, ao qual poucas vezes entramos…façam lá uma ideia de como nos vão olhar da próxima vez que lá entrarmos…falo por mim, vou ser comido até mais não…pois ia a tocar acordeão! Eu bem via a cara do pessoal enquanto tocava e o pessoal cantava…traduzindo por palavras seria algo do género: “Mas que cambada de matarruanos…”. E se querem melhor, eu próprio ouvi expressões semelhantes! (é de referir que só o pessoal da minha faixa etária fazia destes comentários)
E é aqui, na última e penúltima linhas do último parágrafo, que eu gostava de sublinhar umas certas coisas!
- 1º Deve ser mais fixe sair à noite com botas do trabalho, aquelas da Timberland (sem saber que são boas mas é para tirar estrume), do que andar a angariar fundos para um entidade tipo Rancho Folclórico! Acredito que sim!
- 2º É fixe não ser receptivo a qualquer estilo musical. Também acredito que sim…até porque música de Rancho é sempre igual, tal e qual como a música comercial que se ouve e re-ouve!
- 3º Ainda é mais fixe pensar que um acordeão, ou um Rancho, ou um grupo cultural, estão sempre associados a matarruanos ou velhos!
- 4º ….
- 5º ….
E adiante…
Acontece que hoje em dia, exceptuando certas pessoas, quase todo o pessoal da minha idade é muito preconceituoso no que toca a grupos que preservem as tradições, e isso irrita-me bastante! Irrita-me! Mas ainda me irrita mais, aqueles que andam em grupos deste género e depois tem vergonha de dizer aos amigos que lá andam… Pessoalmente, não tenho problema nenhum de dizer que ando num Rancho e toco acordeão! Eu gosto daquilo!
Mas que raio de gente esta! Hoje em dia vivemos rodeados de cobardes e preconceituosos!
O que me deixou bastante satisfeito, foi um pessoal que me pediu para tocar, já depois de tocar os Reis, o “Pai da Criança”…vai não vai, até eu começar a tocar, veio à conversa, que um amigo de um dos que la estava tocava Bob Sinclar na concertina! Nesse momento, lembrei-me do meu pequeno reportório musical e toquei “What I Have Done” dos “Linkin Park”! Como devem imaginar, esmerei-me nesta música…e obtive mais 1€ para o grupo! Com isto, penso que o pessoal tenha gostado da minha interpretação da banda Norte-Americana!
Em conclusão, não me vou estender muito mais na escrita, primeiro porque já me doem os dedos e segundo porque estou cheio de fome e tenho de ir almoçar!


As Batatas nasceram à 2 anos e alguns meses numa aldeia perto da Sertã. Durante a sua apanha à enxada tiveram a sorte de não serem cortadas às partes, visto que, o agricultor nato Rui Martins, pouca pericial tinha ainda a cavar na terra, e por norma costumava cortar as Batatas antes de estas serem talhadas para a frigideira ou panela! No entanto, mesmo com a pouca técnica do agricultor Rui Martins, estas conseguiram sobreviver. Após terem sido apanhadas, estas foram levadas para o respectivo armazém onde foram guardadas até...ao momento que foram recrutadas para a cozinha! Estando na cozinha, foi nesta altura que conheceram o Bacalhau. Elas estavam um pouco nervosas ao serem cortadas para cozer, mas no entanto, ao verem o Bacalhau a ser descongelado, também estas se derreteram, só que de amores pelo Bacalhau! E assim nasceu uma história de amor! História esta que cresceu após elas descobrirem que iriam estar no mesmo tacho que o Bacalhau! Nascendo assim num convencional tacho de cozinha as Batatas com Bacalhau!!
O Bacalhau nasceu algures lá para o meio do oceano há cerca de 2 anos e alguns meses. A sua captura foi normal, levou com um arpão no bucho e foi apanhado. Posteriormente, prosseguiu para um retalhista que o limpou, cortou, e enviou para uma cadeia de supermercados. Por mera sorte ou coincidência, este foi comprado pela mesma pessoa que cultiva batatas numa aldeola, perto da Sertã. Depois de ir num daqueles sacos de supermercado fatelas de 2 cêntimos cada, chegou à cozinha e foi colocado no congelador. A certa altura foi retirado do congelador, onde estava na amena cavaqueira com as lulas. Foi colocado de molho para descongelar e tessar...até que o retiraram de lá e o puseram a cozer com as batatas num tacho convencional. Ao entrar naquela água em ebulição foi como se o seu coração também começa-se a ferver de amor pelas Batatas!E assim, num convencional tacho de alumínio rasco, nasceu a história de amor que originou o prato por muitos conhecido de
January 5th, 2010 at 8:10 pm
eichhh!!!
e o número de gajas camones que sacávamos no verão no bar “A Manjedoura” em Vila Nova de Milfontes, à pála de um acordeão e de um cavaquinho bem tocados por dois amigos meus e duns ferrinhos mal tocados por mim … obviamente acompanhados de várias canecas de cerveja ou jarros de sangria que ajudavam … em julho ou agosto, conforme os exames e durante vários anos.
Não eramos banda residente nem nada que se parecesse, mas meros clientes como outros, alguns como nós também levavam instrumentos musicais e eram autenticas “jam session”.
Nessa altura, Lacoste, Fred Perry e Mike Davis marcavam um estrato social da juventude portuguesa … que de vez enquado vestiamos, quando a “palha na mangedoura escasseava”.
Não desistas e votos de bom 2010
NX (pelo alentejo profundo)
January 6th, 2010 at 12:03 pm
NX obrigado pela tua visita e pelo comentário! É bom ver que existem pessoas que me percebem!
Volta Sempre!
January 7th, 2010 at 2:08 pm
É engraçado que várias destas pessoas preconceituosas escondem seus próprios gostos, digamos, não bem aceitamos por suas próprias idéias.
Adoro ouvir vários estilos músicais. Mesmo que não goste para ficar ouvindo à qualquer momento, me praz conhecer a diversidade musical.
Também gosto do Dia de Reis. É uma das festas que sempre comemoro. Comer bolo de Reis e desmanchar a árvore de Natal. xD
January 7th, 2010 at 7:55 pm
Simplesmente, “cago nisso” e aproveito o gozo que me dá tocar saxofone, nem que seja barroco, clássico, jazz, pimbalhada, etc!
Sociedade Artística Banda de Vale de Cambra
Orquestra Ligeira de Cambra
RAGS -> TAUC
Resumindo: Com muito gosto!
January 13th, 2010 at 12:16 am
Que bom post!
Às vezes também me impressiona o preconceito que as pessoas jovens como nós têm. Pensam que são super liberais mas quando vêm alguma coisa fora do stantard da sua vida de eu-sou-tão-cool toca a criticar. Aqui em lisboa isso vê-se muito.
E olha lá, quando é que aparece um facebook do batatas?? E um teu?
January 13th, 2010 at 5:13 am
facebook do batatas está para breve, quanto ao meu…prefiro o meu cantinho no batatas
mas quem sabe
January 14th, 2010 at 3:51 am
Vais ver que quando fizeres um facebook para o batatas não resistes a criar um para ti (: